Destaques

Francis Ricken*


A confirmação do Brasil como sede “tapa buraco” da Copa América 2021 é a plena demonstração de um governo que se preocupa com o desimportante. Enquanto países desenvolvidos estão focados na aquisição de vacinas, construção de planos de controle da Covid-19 e a retomada econômica pós-pandemia, o Brasil tem focado na perfumaria mais barata. É bem possível que sediaremos a competição, obviamente, sem público nem grandes divisas para quem sediá-la. Colômbia e Argentina, as antigas sedes, deram um jeito de abrir mão do evento, justificando a decisão em dificuldades políticas e sanitárias para o recebimento de delegações internacionais em plena pandemia mundial e, assim, passaram a “bola furada” para a organizadora, a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), que tratou de procurar um governo que se interessaria por esse evento insignificante e que seria capaz de arcar com os danos e impactos da Copa América 2021. Adivinhe quem respondeu com entusiasmo? O entusiasmo que faltou aos membros do governo para responder às grandes farmacêuticas em 2020 e 2021 sobrou para dar pleno atendimento aos interesses da Conmebol.

O negacionismo do presidente Bolsonaro é tão patológico que contaminou todos os membros do seu governo, ocasionando a disseminação de posturas avessas à realidade mundial. Enquanto o mundo investe em vacinas, investimos em tratamentos ineficientes; enquanto o mundo se fecha, nós nos abrimos; enquanto os governos investem fortemente em sua economia, não temos planos concretos de proteção para esse setor. O desastre está por se avizinhar, principalmente quando Estados Unidos e China estiverem com a população vacinada e em plena retomada de atividades – e nós estivermos disputando vacinas com países periféricos em âmbito mundial.

As provas da incapacidade de gestão da pandemia por parte do governo federal se acumulam na CPI da Covid-19, juntamente com o número de pessoas mortas pela doença e o colapso da saúde pública e privada no Brasil, mas nada parece sensibilizar o presidente, os militares, os ministros ou o Congresso Nacional. Ninguém parece ter coragem de demonstrar insatisfação suficiente para sobrestar as práticas de um governo que se sensibiliza com a Copa América. O desastre gerado pela pandemia é grandioso e vai ser sentido em breve, com o colapso de famílias, crise na Previdência Social, dificuldades na retomada econômica, inflação, desemprego, crise na saúde e na educação pública. É como se estivéssemos passando por uma guerra de grandes proporções sem condições de responder aos ataques.

Mas não se surpreenda se o governo recuar e desistir de ser a sede do evento da Conmebol. O governo Bolsonaro é volátil e especialista em criar desencontros de informações que servem de combustível para mais medidas sem sentido e paliativas, de cunho eleitoral – afinal, o problema não é vencer a pandemia. O objetivo é a manutenção do poder e a perpetuação política, é a vitória em 2022, e se, no meio do caminho, estiverem milhares de mortos ou colapsos econômicos, isso é mero detalhe.

O sim para a Conmebol é apenas mais um sintoma da doença que assola nossos políticos há alguns anos, que é a conivência com um governo ineficiente e sem articulação. Somos excelentes para sediar a Copa América, mas incapazes de perceber o que está acontecendo dentro do nosso país.

*Francis Ricken, advogado e mestre em Ciência Política, é professor da Escola de Direito e Ciências Sociais da Universidade Positivo (UP).

José Pio Martins*


O desejo de ser livre e o desejo de viver em sociedade são duas vontades e dois objetivos inerentes à condição humana, em qualquer lugar do mundo e em qualquer cultura. Quando indivualmente ou em grupo o homem aceita abrir mão de sua liberdade, seja para perdê-la parcialmente ou totalmente, em geral o faz em obediência a uma força capaz de obrigá-lo ou por ser um meio de garantir sua sobrevivência. Dessa premissa, mas não só dela, deriva o poder. 

Qual a definição de poder? Em essência, poder é a capacidade de decidir, impor e determinar as ações de outrem, com o direito ou a força para punir em caso de desobediência. No Estado de Direito, o poder deriva da lei. Na Ditadura, o poder deriva da força armada. Mas não é só isso. Alguém somente tem poder se dispuser dos meios de ação que o torne efetivo, isto é, que seja obedecido. As fontes do poder são várias, mas há três que se destacam. 

A primeira, não necessariamente por ordem de importância, é o “poder das ideias”. A ideia é uma formulação composta dos elementos conceituais e descritivos de uma ação real, seja um ato físico (como produzir um bem ou serviço, ou castigar alguém) ou um comportamental (como o jeito de se portar em um ambiente, votar em alguém). Uma vez que a ideia formulada seja explicada, ela tem o poder de convencer se for dotada dos componentes capazes de convencer o ser humano. 

Nesse sentido, o “poder das ideias” é um poder intelectual. Quase tudo o que acontece no mundo, uma guerra ou revolução, nasce primeiro no intelecto de uma pessoa ou de um grupo. A revolução soviética de 1917, por exemplo, não foi obra de operários, como queria Marx; foi uma revolução de intelectuais. Lenin, Stálin, Trotsky, só para citar os mais proeminentes, nunca foram operários. Eram intelectuais marxistas e revolucionários bolcheviques.  

A segunda fonte do poder é o “dinheiro”. Em uma economia de mercado, aquele que contrata alguém para fazer algo consegue seu intento porque paga. Ou seja, um empresário ou o comprador de qualquer coisa leva o outro a produzir um bem ou serviço mediante remuneração. É um poder econômico, que responde pela maior parte de tudo o que é fabricado no mundo. O próprio Estado e o governo exercem em esse poder em larga escala. Eu não executo tal ou qual serviço porque sou obrigado. Executo porque meu patrão ou meu cliente assim o quer, e é de meu interesse atendê-lo. 

A terceira fonte é o “poder de intimidar”. Ou seja, o poder das armas, da força. É o caso da força policial. Lembro a história de Cassius Clay (1942-2016), o grande pugilista norte-americano, o melhor do boxe em todos os tempos. Ele fora convocado pelo exército para lutar na Guerra do Vietnã, recusou-se a ir para a guerra e, em junho de 1967, foi condenado a cinco anos de prisão e perdeu todos seus títulos. Quantos jovens somente foram à guerra para não ir à prisão?

Os liberais em economia e em política defendem que é possível alcançar os dois objetivos, portanto, é possível ser livre e viver em sociedade, e mais: a ordem liberal é a organização social mais adequada para cumprir quatro objetivos principais: o respeito à condição humana; o desenvolvimento das potencialidades individuais; a prosperidade material; e a justiça social. Liberdade é a ausência de coerção de indivíduos sobre indivíduos. 

O poder das ideias (um poder intelectual) e o poder do dinheiro (transações livres no mercado) não são fontes coercitivas, pois não podem obrigar a quem não queira agir conforme o que se lhe ordena. A coerção existe quando os indivíduos são levados, sob algum tipo de pressão, a colocar-se a serviço de interesses alheios e, portanto, em detrimento dos seus propósitos e interesses pessoais, como bem lembrou o grande Friedrich Hayek (1899-1992), aduzindo: “A coerção é má porque anula o indivíduo como ser que pensa, avalia e decide, já que o transforma em mero instrumento dos interesses e fins de outrem”.

Esse tema me surgiu lendo as polêmicas envolvendo Brasil e China no episódio da importação de insumos para as vacinas contra o coronavírus. A China é um país comunista, um regime político ditatorial, com informação e opinião controladas pelo Estado e, embora com enclaves capitalistas e determinadas zonas de liberdade, está longe de ser uma democracia e uma economia de mercado. Mas o Brasil resolveu que isso é o direito de autodeterminação da China e estabeleceu amplas relações comerciais com aquele país, como se pode ver pela expansão do comércio bilateral entre os dois países nos últimos 40 anos. 

A política comercial da China atual tem origem em 1979, ano em que Deng Xiaoping (1904-1997) tornou-se o líder supremo do país. Disposto a fazer reformas liberalizantes e determinado a promover o crescimento econômico a taxas elevadas, Deng Xiaoping assustou seu próprio povo com abertura comercial exterior e reformas econômicas internas. Quando indagado sobre o que pretendia, ele respondia com uma só frase: enriquecer o país rapidamente. 

Na prática, era um plano para reduzir a imensa pobreza chinesa, que aliás persiste até hoje para amplas faixas da população (a população chinesa anda perto de 1,4 bilhão, equivalente a 6,5 vezes a população brasileira). Questionado se as reformas inspiradas pelo capitalismo não agrediam o ideário político comunista, Xiaoping respondeu: “Não importa a cor do gato, desde que ele agarre o rato”. Então, a China escolheu um caminho e persiste nele até hoje. 

O problema do Brasil é esse vai-e-vem sobre a política externa, conforme o governante de plantão, e essa mania de qualquer político iletrado, sobretudo no poder federal, se achar no direito de usar os holofotes para dar palpite e criticar – ou elogiar – governos estrangeiros, sem se dar conta que, na diplomacia internacional, qualquer frase mal colocada cria um monte de problemas e melindres. Voltarei ao assunto, mas fico me indagando quantos de nossos políticos, sobretudo no parlamento federal, têm conhecimento sobre ciência política e o esquema do poder internacional, suficiente para serem autoridade no que falam.

*José Pio Martins, economista, reitor da Universidade Positivo.

Alunos do Colégio Positivo - Internacional, em Curitiba (PR), alcançaram uma média quase 10% mais alta que a média mundial
Crédito: Daniel Derevecki



Uma prova complexa, inteira em inglês, com tempo cronometrado. Ao final do desafio, o prêmio pode ser o tão sonhado ingresso em uma universidade renomada nos Estados Unidos. É assim que funciona o SAT (Scholastic Assessment Test), conhecido como o “Enem dos EUA”, teste exigido para quem deseja cursar o Ensino Superior em uma instituição americana. Na última edição da prova, realizada em maio de 2021, os alunos do Colégio Positivo - Internacional, em Curitiba (PR), alcançaram uma média quase 10% mais alta que a média mundial.

A unidade é uma das poucas escolas brasileiras a aplicar o exame no país - e o resultado prova a importância de conhecer tão bem a dinâmica do SAT. “Alunos que querem se tornar competitivos nas universidades americanas, principalmente as de ponta, precisam alcançar uma pontuação alta nesse teste. Nossos alunos têm acesso a simulados e conhecem melhor a prova, além de realizá-la em um ambiente já familiar, o que ajuda a diminuir a ansiedade”, explica o diretor do Colégio Positivo - Internacional, Pedro Daniel Oliveira. Os resultados são motivo de orgulho para a equipe pedagógica da unidade. “A maior parte dos alunos que fazem essa prova é de alunos nativos. Por isso, ter uma escola brasileira com uma média mais alta que a mundial é um atestado da qualidade da escola, da alta performance dos nossos alunos e do engajamento dos nossos professores”, avalia.

A estudante do terceiro ano do Ensino Médio Beatriz Bach, 16, fez a prova pela primeira vez. “Conhecer a dinâmica da prova foi muito importante para ter um bom resultado. É um teste longo, eu mesma fiquei na sala das 8h às 14h. A maior dificuldade é administrar o tempo disponível para cada pergunta”, relata. Os estudantes do colégio têm acesso gratuito a um curso preparatório de seis semanas para ajudar a compreender ainda mais de perto como funciona a aplicação do SAT. “Nosso curso preparatório dura seis semanas, mas não é ele que garante uma boa pontuação. Essa preparação é feita no dia a dia, com as disciplinas do nosso currículo regular, que segue o diploma IB (ou IB Diploma Programme)”, detalha o diretor.

Esse diploma é reconhecido internacionalmente, dura dois anos e tem como objetivo qualificar jovens entre 16 e 19 anos para disputar vagas em universidades de diversos países. Nele está incluído o desenvolvimento de competências e habilidades que ajudam o estudante a entrar nessas instituições, mas também a permanecer afiados ao longo de toda a formação acadêmica.

Graduação no exterior exige dedicação

Estudar nos Estados Unidos pode ser um objetivo palpável, mas está longe de ser fácil. Para chegar lá, a preparação exige anos de dedicação e esforço. “Não se aprova um estudante no SAT de uma hora para a outra. É preciso ter um ensino apropriado ao longo de toda a vida escolar, de preferência com um programa internacional que ofereça uma base adequada ao que o teste vai pedir”, explica Oliveira.

Para Beatriz, que quer cursar Economia, de preferência na University of Chicago, graduar-se no exterior é um objetivo de muitos anos - e o esforço necessário é apenas um detalhe. “Quero estudar fora desde que estava no sétimo ano, então vejo o SAT como uma das etapas para atingir esse objetivo. Tanto que eu nem vou fazer vestibular aqui no Brasil”, conta. 

Oliveira avalia que até mesmo alunos que não pretendem fazer a graduação no exterior podem se beneficiar de provas como o SAT. “Esse resultado é prognóstico do que o estudante será no Ensino Superior e no mercado de trabalho. É o fruto de uma preparação que leva à excelência acadêmica. É muito importante que os estudantes se testem, passem por avaliações padronizadas e tenham, assim, um comparativo com outros alunos, até mesmo de outros países”, finaliza o diretor.

 

Sobre o Colégio Positivo

O Colégio Positivo compreende cinco unidades na cidade de Curitiba, onde nasceu e desenvolveu o modelo de ensino levado a todo o país e ao exterior. O Colégio Positivo Júnior, o Colégio Positivo – Jardim Ambiental, o Colégio Positivo –  Ângelo Sampaio, o Colégio Positivo Hauer e o Colégio Positivo Internacional atendem alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio, sempre combinando tecnologia aplicada à educação, material didático atualizado e professores qualificados, com o compromisso de formar cidadãos conscientes e solidários. Os alunos têm à sua disposição atividades complementares esportivas e culturais, incentivo ao empreendedorismo e aulas de Língua Inglesa diferenciadas, além de aprendizado internacional na unidade que leva essa proposta em seu nome. Em 2016, foi incorporada ao Positivo o Colégio Positivo Joinville (SC) e, em 2017, o Positivo – Santa Maria, em Londrina (PR). Em 2018, o Positivo ganhou duas unidades em Ponta Grossa (PR): Colégio Girassol e Positivo Master.

 

 

Crédito: Freepik



O cenário atual da vacinação contra a Covid-19 no país desenha uma provável recuperação da economia no segundo semestre de 2021. Com mais de 100 milhões de doses do imunizante aplicadas em todo o Brasil, os sinais de retomada começam a aparecer: taxas de juros estabilizadas, dólar em queda, bolsa de valores batendo recordes históricos, e construção civil a todo o vapor.

De acordo com o economista José Pio Martins, reitor da Universidade Positivo, a expectativa é de que a retomada das atividades econômicas aconteça em um ritmo mais acelerado a partir do mês de agosto. “As projeções de crescimento dependem dos resultados da campanha de imunização”, frisa. “Quanto mais brasileiros receberem as duas doses da vacina, maior será a redução da taxa de infecção, de doentes nas UTIs e do número de óbitos”, salienta.

Pio Martins lembra que, curiosamente, o produto interno bruto, que é soma dos bens e serviços finais produzidos no Brasil, cresceu 1,2% nos primeiros três meses deste ano, puxado pelo desempenho do agronegócio e do aumento das demandas internacionais. “O resultado foi maior que no primeiro trimestre do ano passado, quando o país ainda engatinhava em relação a adotar as medidas mais restritivas para reduzir os níveis de contágio da doença, por exemplo”, pontua.

Para 2021, os bancos e organismos financeiros estimam que a economia atinja o patamar de 3,5% de crescimento, em relação ao ano anterior, quando encolheu 4,1%. O reitor da Universidade Positivo está otimista com a possibilidade de a economia brasileira voltar aos trilhos, mas frisa que o cenário positivo depende de um ritmo mais intenso da vacinação. “Com as atividades econômicas ganhando mais robustez, impulsionam a arrecadação de impostos e tributos e melhoram os níveis de emprego em todo país”, destaca.

 

Sobre a Universidade Positivo

A Universidade Positivo é referência em ensino superior entre as IES do estado do Paraná e uma marca de reconhecimento nacional. Com salas de aula modernas, laboratórios com tecnologia de ponta, mais de 400 mil m² de área verde no câmpus sede, a Universidade Positivo é reconhecida pela experiência educacional de mais de três décadas. A instituição conta com três unidades em Curitiba (PR), uma em Londrina (PR), uma em Ponta Grossa (PR) e mais de 70 polos de EAD no Brasil. Atualmente, oferece mais de 60 cursos de Graduação, centenas de programas de especialização e MBA, sete programas de mestrado e doutorado, além de cursos de educação continuada, programas de extensão e parcerias internacionais para intercâmbios, cursos e visitas. Além disso, tem sete clínicas de atendimento gratuito à comunidade, que totalizam mais de 3.500m². Em 2019, a Universidade Positivo foi classificada entre as 100 instituições mais bem colocadas no ranking mundial de sustentabilidade da UI GreenMetric. Desde março de 2020 integra o Grupo Cruzeiro do Sul Educacional. Mais informações em up.edu.br/



Wania Emerich Burmester*

A educação de crianças com necessidades especiais, transtornos do desenvolvimento ou dificuldades de aprendizagem sempre foi um enorme desafio, tanto para escola e os educadores, quanto para os pais e os próprios alunos em questão. Essa dificuldade talvez tenha a ver com o fato de que nossa sociedade valoriza a cultura da padronização e seletividade, restringindo o espaço para as singularidades e necessidades individuais. 

Quando nos vemos diante de uma pandemia que trouxe ainda mais desafios e dificuldades para a Educação, falar em inclusão se torna ainda mais complexo. A integração em diferentes níveis e setores de uma sociedade, incluindo aí um dos mais essenciais - a Educação -, é o que vai determinar o futuro e a vida do indivíduo com alguma necessidade especial. O Abril Azul, campanha realizada todo mês de abril para promover a conscientização sobre o autismo,  traz visibilidade para o tema neste período e precisamos então aproveitar o momento para gerar reflexão e ação no sentido de uma sociedade cada vez mais inclusiva, mesmo diante de desafios como a pandemia.

Manter a concentração durante as aulas remotas é um desafio para a maior parte dos estudantes, de qualquer idade e em qualquer nível escolar. Mas, para alunos com necessidades especiais, a experiência de só ter contato com professores e colegas por meio de uma tela de computador é ainda mais difícil. No caso de alunos com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), surgem inúmeras questões quando são colocados para aprender por meio do ensino remoto: o autista consegue permanecer em frente a uma tela e se concentrar para absorver o conteúdo? Por quanto tempo isso é possível? Há que se considerar também as dificuldades na comunicação virtual, não apenas no que diz respeito ao aluno entender o que é dito, mas também no sentido de se fazer entendido. 

Por maior que seja a preocupação de escolas e educadores em adaptar a realidade atual para que o ensino remoto também seja inclusivo aos autistas, é preciso levar em conta que o isolamento e a suspensão das aulas presenciais afetam uma das principais premissas da inclusão desse público, que é a socialização. Quando um aluno autista entra na escola, a socialização é um dos principais objetivos desse processo. A interação e a comunicação com o outro podem se tornar grandes desafios. O ensino remoto para esse estudante vai exigir estratégias personalizadas, um olhar diferente para a aula que está sendo oferecida. O professor precisa aplicar uma metodologia, expressão facial e corporal específicas para se conectar a esse aluno. A integração entre família e escola é igualmente importante no processo de aprendizagem, que também tem como finalidade a interação com os demais colegas da turma em atividades cotidianas, que lhe permitirão a socialização tão fundamental para seu processo de inclusão social. 

Abraçar a causa da educação inclusiva - com ou sem pandemia - é trabalhar diariamente para quebrar as barreiras que sempre se apresentam pelo caminho. Escola e educadores precisam buscar alternativas que garantam àqueles com necessidades especiais as adaptações necessárias para viabilizar o aprendizado, mas sem deixar de lado uma questão importante: o aluno precisa estar inserido no mesmo contexto dos demais, sem que tais adaptações acabem por excluí-lo do meio ao qual deve pertencer. Sem essa condição, a inclusão não acontece de fato. Não podemos apartar um aluno de seu grupo apenas porque para ele a aula virtual é mais difícil. Quem sabe criar momentos, mesmo que curtos, de interação com pequenos grupos? Os professores podem sugerir que uma vez por semana um grupo se reúna, virtualmente, para conversar e trocar ideias sobre algum tema das aulas ou sobre assuntos que possam chamar a atenção dos estudantes. Dessa forma, o aluno com TEA, ou outra necessidade, tem a oportunidade de interagir, ouvindo e participando.

Outra estratégia pedagógica é agendar um momento individual do aluno com o professor, para que possa haver uma comunicação mais dirigida para essa criança ou jovem, visando às expressões faciais, à fala personalizada e até à comunicação não verbal, estratégias tão importantes quando se trata de estabelecer o vínculo com o aluno autista e a adequação do conteúdo para a realidade individual. É certo que o nível de autismo e as formas de manifestação do transtorno em cada aluno também determinam o grau de complexidade do processo de inclusão, sendo, por isso mesmo, necessário lançar um olhar individualizado sobre cada caso. O que não se pode é incorrer no erro da padronização ou da acomodação.

*Wania Emerich Burmester é consultora pedagógica do Sistema Positivo de Ensino. 

 A aprovação Projeto de Lei 1919/20221, o chamado PL dos Eventos, contou com a articulação da Secretaria de Turismo; a dirigente agradeceu ao parlamentar a celeridade na aprovação do PL, apenas um mês após mobilização do setor

 
Empresas do setor turístico de eventos poderão solicitar anistia de multas geradas pelo não pagamento de impostos do Distrito Federal tão logo o governador Ibaneis Rocha sancione o Projeto de Lei 1919/20221, o chamado PL dos Eventos. Aprovada nessa terça-feira (15), pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), após mobilização do setor encaminhada pela Secretária de Turismo do DF, Vanessa Mendonça, a matéria traz mais benefícios ao setor, representando um alívio a um dos segmentos econômicos mais impactados pela pandemia do novo coronavírus.
 


Secretária Vanessa Mendonça e o presidente da CLDF, deputado Rafael Prudente. Foto: Aurélio Pereira/Setur-DF

O PL também permite ao GDF isentar o IPTU e o IPVA para esse conjunto de empresas, no período entre 1º de janeiro de 2022 e 31 de dezembro de 2024. O texto aprovado ainda reduz para o segmento, a partir de 1º de janeiro de 2022, a alíquota do Imposto Sobre Serviços (ISS), de 5% para 2%.
 
Para a dirigente do turismo local, o PL, de iniciativa do secretário de Economia, André Clemente, representa um olhar de sensibilidade da Economia e de todo o governo para o setor produtivo que gera emprego e renda. “Foi mesmo de um mês entre a ultima reunião, onde estivemos aqui nesta casa com mais de 50 empresários o segmento de eventos, e aprovação do projeto. Só temos a agradecer pela aprovação da matéria nesse curto espaço de tempo”, afirmou a secretária de Turismo, Vanessa Mendonça, ao visitar nessa quarta-feira (16), o presidente da Câmara Legislativa, deputado Rafael Prudente.
 
O secretário André Clemente também ressaltou a importância do projeto para o setor produtivo. "Esta conquista vai dar fôlego, oxigênio para a gente atravessar esta crise, e voltarmos a crescer. Vamos ser maiores do que éramos antes, após tudo isso”, comemorou o secretário.
 
O projeto foi assinado pelo governador Ibaneis Rocha no dia 6 de maio, realizamos uma audiência pública na Câmara Legislativa no dia 17 de maio e, menos de um mês depois, o PL foi aprovado”, comemorou a titular da Secretaria de Turismo (Setur).
 
Benefício histórico
 
O chefe do Legislativo distrital afirmou que ainda nessa quarta-feira (16) irá enviar o texto aprovado para a sanção do governador do Distrito Federal em razão dos benefícios fiscais a um segmento duramente castigado pelo isolamento social imposto pela pandemia.

Rafael Prudente também agradeceu a visita da secretária de Turismo, estendendo cumprimentos ao secretário de Economia, André Clemente, e ao governador do DF, Ibaneis Rocha, pela iniciativa de socorro aos empreendedores do setor. “No dia de hoje, o PL  será encaminhado ao Palácio do Buriti. Então, fica aqui o meu reconhecimento a todos vocês (empresários e Setur) pelo empenho, pela luta do setor, que agora ganhou um benefício histórico de redução de ISS de 5% pra 2%”.
 
O presidente da CLDF também destacou o fato da necessidade de socorro em um período de pandemia para a retomada das atividades e da economia. “O setor poderá gozar da anistia e de parcelamentos, não só de ISS, mas também de IPTU e de IPVA. Então também fica aqui meu agradecimento  também a todos os deputados que votaram a favor dessa matéria. E fica aqui esse benefício histórico, e não só para esse momento de pandemia, mas para que vocês possam retomar as atividades e possam investir na sua atividade econômica, o que é o difícil, e lutar tanto para manter suas empresas”.
 
Prudente realçou que o PL beneficiou, ainda, empreendedores da área de  beleza e estética, também fortemente abalados pela crise
 
Grandes e pequenas empresas
 
Vanessa Mendonça ampliou o agradecimento ao presidente da CLDF, falando em nome de todos os segmentos da área de eventos, incluindo as entidades do setor e os empresários, inclusive os donos de pequenos negócios.
 
“O projeto de lei contempla desde aquele que está ali montando o palco, montando o equipamento de som, até os grandes empresários aqui de Brasília. Obrigada, presidente, por caminhar junto comigo em várias frentes. O senhor abraçou o turismo e eu tenho certeza de que o nosso segmento é um dos que mais gera emprego no Brasil e no mundo”, pontuou.
 
Veja a relação dos setores beneficiados com a aprovação do PL de Eventos;
 
Com setores contemplados:
 
  • filmagem de festas e eventos;
  • serviços de organização de feiras, congressos, exposições e festas;
  • casas de festas e eventos;
  • produção e promoção de eventos esportivos;
  • outras atividades de recreação e lazer não especificadas anteriormente;
  • produção teatral;
  • produção musical;
  • produção de espetáculos de dança;
  • produção de espetáculos circenses, de marionetes e similares;
  • produção de espetáculos de rodeios, vaquejadas e similares;
  • atividades de sonorização e de iluminação;
  • artes cênicas, espetáculos e atividades complementares não especificadas anteriormente;
  • gestão de espaços para artes cênicas, espetáculos e outras atividades artísticas;
  • cabeleireiros, manicure e pedicure;
  • atividades de estética e outros serviços de cuidados com a beleza;

Saiba mais:

 

Setor de eventos poderá pedir a anistia de multas e juros do IPTU e IPVA
https://www.cl.df.gov.br/-/setor-de-eventos-poder-c3-a1-pedir-anistia-de-multas-e-juros-do-iptu-e-ipva



O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), anuncia R$ 30 milhões em investimentos para melhorar o fluxo diário de cerca de 40 mil veículos de pelo menos cinco RAs




O governador Ibaneis Rocha anunciou obras importantes para a região do Jardim Botânico: a duplicação da DF-001 e a construção de um viaduto nas proximidades do balão da Escola de Administração Fazendária (Esaf). O anúncio foi feito nesta quarta-feira (16).

"Anunciamos mais uma obra que vai valorizar essa região e salvar vidas, que é a duplicação deste trecho de estrada. Vamos iniciar a licitação, estamos aguardando a última licença"Ibaneis Rocha, governador do Distrito Federal

O investimento estimado é de R$ 20 milhões para a obra de arte, enquanto a duplicação da DF-001 gira em torno de R$ 10 milhões. Além do Jardim Botânico, moradores do Paranoá, Lago Sul, Mangueiral e São Sebastião também serão beneficiados. No local, segundo o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF), circulam diariamente cerca de 40 mil veículos.

"Anunciamos mais uma obra que vai valorizar essa região e salvar vidas, que é a duplicação deste trecho de estrada. Vamos iniciar a licitação, estamos aguardando a última licença. Também estamos em fase de licitação do balão da Esaf e vamos fazer o Espaço Multiuso do Jardim Botânico", disse o governador Ibaneis Rocha.

Nesta semana, o Brasília Ambiental emitiu a autorização ambiental para a construção do viaduto nos entroncamentos da DF-001 com a DF-027 e a DF-035, no Jardim Botânico. As obras, por estarem localizadas em rodovias, serão tocadas pelo DER e têm a previsão de gerar mais de 100 empregos.

"A duplicação visa melhorar o acesso aos diversos condomínios às margens da DF-001. A pista terá ciclovia e uma extensão de cinco quilômetros. Já o viaduto do entroncamento da Esaf vem para acabar com um grande gargalo no trânsito e trazer fluidez para uma das regiões que mais crescem no DF. Hoje, a DF-001 é duplicada até o balão da descida da Ponte JK e depois segue em pista única até a barragem do Paranoá. Com a duplicação nós vamos resolver isso", explica Fauzi Nacfur Júnior, diretor-geral do DER/DF.


Cuidador de Idoso, Assistente de Recursos Humanos, Técnicas de Vendas, Assistente Administrativo, Recepcionista, Estoquista, Assistente de Logística, Agente Comunitário de Saúde e Operador de Caixa são as opções de cursos disponíveis
  

O Sistema Fecomércio Sesc-Senac lança nesta quinta-feira (17), às 9h, na Prefeitura de Luziânia, o projeto Capacitar-se no município. O programa de capacitação profissional está ofertando mais de 2 mil vagas em 9 cursos gratuitos para à população cuja renda per capita não ultrapasse dois salários mínimos. A ação é uma parceria com a Prefeitura Municipal.

Segundo o presidente da Fecomércio GO, Marcelo Baiocchi, a oferta de cursos profissionalizantes têm como objetivo impulsionar a economia da região e oferecer oportunidade de emprego para a sociedade. "Se qualificarmos a mão-de-obra da população vamos atender a demanda de vagas ofertadas na cidade. Com profissionais capacitados, as empresas vão contratar, uma vez empregadas as pessoas terão condições de consumir e isso movimenta a economia", destaca.

Para o diretor do Sesc-Senac, Leopoldo Veiga Jardim, o programa Capacitar-se é uma ferramenta de inclusão social. Ele também pontua que os cursos ofertados correspondem a atual necessidade do mercado de trabalho. "Vamos levar para Luziânia um projeto que irá transformar a vida das pessoas. Os cursos gratuitos do Senac são de alta qualidade e reconhecidos nacionalmente. O mercado de trabalho exige cada vez mais capacitação e é por isso estamos levando esses cursos para o município", afirma.

O programa Capacitar-se faz parte do Programa Senac de Gratuidade (PSG). Os cursos são online e as vagas são para: Cuidador de Idoso; Assistente de Recursos Humanos; Técnicas de Vendas; Assistente Administrativo; Recepcionista; Estoquista; Assistente de Logística; Agente Comunitário de Saúde e Operador de Caixa.

Assim como Luziânia, o lançamento dos cursos gratuitos do programa Capacita-se já ocorreu nos municípios de Aparecida de Goiânia, Catalão, Goiânia, Itumbiara e Trindade.


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"É uma vitória que divido com toda minha equipe da Secretaria de Saúde, após articulações que vinham de longa data", destaca governador sobre aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária



O governador Ronaldo Caiado celebrou a autorização, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), dada ao Governo do Estado para importação excepcional de 142 mil vacinas Sputnik V, produzidas pela Rússia. Goiás tornou-se um dos estados do Centro-Oeste a avançar na negociação de imunizante alternativo para a população.

"É uma vitória que divido com toda minha equipe da Secretaria da Saúde, após articulações que vinham de longa data", disse, durante coletiva de imprensa, após vistoria da reforma e ampliação da Praça de Esportes do Setor Pedro Ludovico, em Goiânia.

O aval da agência foi divulgado nesta terça-feira (15/06). Caiado explicou que o Governo Federal está abrindo a Estados e empresários a possibilidade de aquisição, uma vez que o processo de vacinação avança, conforme as etapas estipuladas pelo Plano Nacional de Imunização.

O governador também respondeu sobre a eficácia dos imunizantes disponíveis. "Todas as vacinas que puderam ser levadas aos brasileiros foram autorizadas pela Anvisa. Não é uma pessoa, na tese do achismo, que vai determinar qual pode ou não ser tomada", alertou. "A Anvisa dando a palavra final, Goiás já será beneficiado com a compra da vacina."

Os imunizantes vão ser utilizados em 71 mil goianos com a primeira dose e o reforço, o que equivale a 1% da população. "Esse é o limite permitido pela agência para estados que pediram autorização. O importante é vacinar a nossa gente", disse Caiado. "A Anvisa impõe regras que, enquanto não forem atendidas, não se pode falar em datas de recebimento das vacinas", afirmou. Ele também disse que outras negociações estão em andamento, mas só adiantará detalhes quando munido de acertos concretos.

"Não lançamos factóides para criar expectativas na população. É preciso muita cautela com as especulações", frisou o governador. Sobre o encontro ontem com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que veio a Goiânia, disse que todos os aspectos da pandemia fizeram parte da conversa. "Dentro do planejamento, segue aquela nossa previsão", afirmou, sobre projeção de aplicar primeira dose das vacinas em toda população de Goiás acima de 18 anos até final do mês de setembro.

Autorização
O aval foi concedido pela maioria da Diretoria Colegiada da Anvisa, mediante condicionantes e assinatura de termo de compromisso para o deferimento do Licenciamento de Importação (LI) da vacina. "A maior parte das ressalvas depende da Rússia. Nós tramitamos ao mesmo tempo a autorização e a contratação. Com a decisão favorável, já estamos na fase de assinatura do contrato", assegura o secretário de Estado da Saúde de Goiás, Ismael Alexandrino.

Entre as obrigações, estão a utilização da vacina apenas na imunização de indivíduos adultos com idade entre 18 e 60 anos, não sendo indicada para gestantes, puérperas, lactantes e indivíduos com comorbidades, entre outras deliberações.

Os lotes das imunobiológicos importados somente poderão ser destinados ao uso após análise laboratorial e liberação pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde.

Após o uso desse primeiro lote, do imunizante desenvolvido pelo Instituto Gamaleya da Rússia, a Anvisa avaliará os dados de monitoramento do uso da vacina, para decidir quanto aos próximos quantitativos a serem importados.

A Anvisa já tinha deliberado sobre pedidos anteriores de importação excepcional da vacina Sputnik V provenientes dos estados. Essa autorização tem regras diferentes das que valem para outras doses aplicadas no Brasil. Desta vez, além de Goiás, também conseguiram decisão favorável Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Rondônia, Pará, Amapá e Paraíba.