Detran DF
Com orientação dos fiscais, síndicos de prédios particulares têm promovido alterações para adaptar os passeios. Nesta quinta-feira (9), moradores, servidores e a diretora-presidente da Agefis, Bruna Pinheiro, participaram da 1ª Caminhada Urbana, com o objetivo de visitar calçadas já adaptadas e aquelas que precisam de melhorias

Foto: Gabriel Jabur
As calçadas de Águas Claras, aos poucos, tornam-se mais acessíveis para pedestres, cadeirantes e pessoas com deficiência visual. A mudança decorre de uma ação educativa da Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis) iniciada em janeiro. Agentes da autarquia orientam síndicos de prédios a adaptar os passeios que circundam os condomínios. Na manhã desta quinta-feira (9), por exemplo, moradores e servidores da agência participaram da 1ª Caminhada Urbana.

O objetivo para 2016 era tornar 2,5 mil metros de calçadas acessíveis. A adesão da comunidade, porém, foi acima do esperado e 4,1 mil metros foram adaptados. Com isso, a Agefis repactuou a meta para mais de 8 mil metros até dezembro.
4,1 mil metrosde calçadas se tornaram acessíveis no primeiro bimestre de 2016

As ações educativas têm duas frentes. A primeira mira em condomínios já construídos e habitados. Os fiscais reúnem-se com os síndicos, apresentam o projeto de calçada padrão e fazem uma notificação em caráter simbólico. O documento serve para que os gerenciadores dos prédios o apresentem nas reuniões de condomínio.
Piso tátil
O segundo alvo são os edifícios em construção. Nesse caso, engenheiros são orientados a manter as calçadas externas adaptadas. Os passeios devem seguir as seguintes normas: ter, no mínimo, 1,5 metro de calçada pavimentada, canteiro de serviço com 80 centímetros, rampas com inclinação máxima de 8,33% e placas de sinalização. Também é preciso ter piso tátil (que orienta a caminhada de pessoas com deficiência visual), e o calçamento não pode ser de material que cause trepidação.

A ação educativa da Agefis começou como piloto em Águas Claras, mas deve ser estendida para os comércios locais das Asas Sul e Norte. Para a diretora-presidente da Agefis, Bruna Pinheiro, o desejo dos moradores de mudar o ambiente em que vivem tem sido determinante para o sucesso da iniciativa. “Começamos a trabalhar com programações fiscais, que não necessariamente implicam penalidade. Fizemos contato prévio com os síndicos, apontamos as irregularidades e tivemos a grata surpresa de ver uma adesão bem acima do que prevíamos, o que denota comprometimento do cidadão com a sua região”, observou Bruna.
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Renata Chimiti

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