Bolsonaro ameaça usar “canetta” para demitir Mandetta e outros (Moro?) - Correio do Poder

6 de abril de 2020

Bolsonaro ameaça usar “canetta” para demitir Mandetta e outros (Moro?)

“Eram pessoas normais, mas de repente viraram estrelas e falam pelos cotovelos, tem provocações, mas a hora deles não chegou ainda, vai chegar a hora deles”


Antônio Barra Tores é médico e contra-almirante da Marinha

O presidente Jair Bolsonaro não pode demitir o vice-presidente e general Hamilton Mourão — que é, por assim dizer, “irremovível”. Por isso, no domingo, 5, dirigiu suas ameaças, sem citar nomes, possivelmente os ministros da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e da Justiça, Sergio Fernando Moro.

“Algumas pessoas no meu governo, algo subiu à cabeça deles, estão se achando… Eram pessoas normais, mas de repente viraram estrelas e falam pelos cotovelos, tem provocações, mas a hora deles não chegou ainda, vai chegar a hora deles. Porque a minha caneta funciona. Não tenho medo de usar a caneta, nem pavor, e ela vai ser usada para o bem do Brasil. Não é para o meu bem. Nada pessoal meu”, ameaçou o presidente. Para o lutar de Mandetta já existem dois nomes: Osmar Terra e Antônio Barra Torres (diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Anvisa. A ideia de que a hidroxicloroquina é quase “mágica”, comprada por Bolsonaro, é dele), médico e contra-almirante da Marinha.

Osmar Terra: médico e deputado federal | Foto: Reprodução

As “ameaças” também foram dirigidas aos lhe querem “tomar” o poder, em 2022: “Querem que volte ao que era antes o Brasil. O Brasil bom para esses, sem querer nominá-los nem querer dar dicas, o pessoal acompanha, para eles o que vale é o Brasil estar bem é eles estando no poder e continuarem fazendo tudo aquilo que acontecia em governos anteriores. E a força para a gente não mudar isso vem do povo. A gente luta contra isso daí”.

Luiz Henrique Mandetta e Jair Bolsonaro: o ministro da Saúde e das Ruas, mas não mais do presidente | Foto: Reprodução/Internet

Sobre a luta contra o coronavírus — que dizia antes ser uma “gripezinha” —, Bolsonaro frisou que “a gente vai vencer essa”. “Fiquei com vocês no jejum hoje, sou católico, e estou feliz porque eu acredito. É muito fácil acreditar em Deus. Basta alguém querer descobrir de onde veio. Se descobrir, ele pode não acreditar, mas nós não sabemos, viemos do Espírito Santo, tá certo? Nós vamos voltar para esse lugar um dia e a gente tem que voltar com a ficha limpa, o mais limpa possível.”

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