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Em relação ao valor das multas (sem desconto), de 2017 a 2018, o montante foi R$ 234.118.218,67, enquanto que no período entre 2019 e 2020, a arrecadação caiu para R$ 181,282.515,93, uma redução de 23%

Foto: Renato Oliveira.

O governador Ronaldo Caiado acabou com a chamada "indústria da multa", em Goiás. O fim dos radares móveis nas rodovias goianas, um dos primeiros compromissos de campanha, foi integralmente cumprido. A queda é verificada tanto no número de registro de infrações, como na arrecadação. Entre 2017 e 2018, o número de autuações foi de 1.343.864. No biênio 2019/2020, dois primeiros anos da nova gestão, o índice ficou em 1.060.047, o que corresponde a 300 mil a menos.

Em relação ao valor das multas (sem desconto), de 2017 a 2018, o montante foi R$ 234.118.218,67, enquanto que no período entre 2019 e 2020, a arrecadação caiu para R$ 181,282.515,93, uma redução de 23%.

"Não tem mais aquele pardal móvel, que multava às escondidas, sem nenhum objetivo de educar", afirma Caiado. "Nós temos responsabilidade nas rodovias, mas sem aquelas máfias de antes, que só assaltavam o bolso do goiano", arremata. Contratos para instalação e manutenção de radares também custaram menos aos cofres públicos.

A Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) reduziu em 46% os gastos públicos com o monitoramento eletrônico nas rodovias estaduais, a partir da contratação de novas empresas para a prestação do serviço.

O atual contrato, licitado pela gestão passada, em dezembro de 2016, custou ao erário mais de R$ 81 milhões somente até outubro de 2020. Com o certame do ano passado, a agência prevê um investimento que deve ficar abaixo de R$ 44 milhões, ao longo dos próximos três anos, tendo em vista garantir a segurança viária.

Em razão da mudança das empresas contratadas, os radares e lombadas eletrônicas já instalados estão sendo substituídos por novos aparelhos. Hoje são 482 faixas monitoradas e, apesar de a licitação prever a possibilidade de implantação do serviço em outros pontos, não há projetos da Goinfra para ampliar esse número, exceto pela programação de atender a demandas pontuais, já executadas pelo Ministério Público Estadual.
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Paulo Melo

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