Cidadania não tem maioria para federação com o PSDB, Podemos e PDT

A executiva do Cidadania reuniu-se sem formar maioria favorável à federação com PSDB, Podemos e PDT e fortalece posição do candidato Alessandro Vieira por construção de "diálogo e respeito" acima de definição de nomes



A Executiva do Cidadania encerrou sua reunião sem formar maioria favorável à federação com PSDB, Podemos e PDT. O diretório nacional voltará a tratar da questão mais adiante. "Não adiante tentar criar fato consumado ou tratorar o coletivo partidário. Política se faz com diálogo e respeito, como já alertei todos os envolvidos", afirmou o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), pré-candidato do partido à Presidência, que vem alertando nos últimos dias sobre declarações de dirigentes partidários sobre um açodamento no fechamento das federações partidárias. Vieira, que tem deixado claro que não se trata de um apego à sua candidatura, ao contrário, acredita que a decisão da Executiva do Cidadania derrota a tentativa de criar como fato consumado a candidatura de João Doria, sem discussão profunda, a partir de uma aliança de cúpula entre Roberto Freire, presidente do Cidadania, e Bruno Araújo, presidente do PSDB.


Há dois dias, PSDB decidiu abrir diálogo para uma possível aliança com o Cidadania, e o pré-candidato tucano mandous pelo Twitter, que a "união do centro cumprimentos aos presidentes do Cidadania e do PSDB pela "ótima decisão de criar uma federação entre nossos partidos". Alessandro Vieira respondeu a Doria, no mesmo Twitter, que "os presidentes não têm poder para esta decisão". É prosseguou: "Estamos iniciando uma discussão que deverá respeitar as construções históricas de militantes, gestores e parlamentares. A união do centro democrático é urgente, mas ignorar que política se faz com paciência e respeito não ajuda"

Na quinta, 27, o senador alertou, também nas redes sociais, que "a possibilidade de federação, seja com PSDB ou Podemos, exige ajuste coerente de programa comum e garantia de mecanismos justos e transparentes de atuação conjunta durante 4 anos, em especial para definição de candidaturas e formação de chapas em todas as esferas, sem imposições". Neste dia, a Executiva Nacional do PSDB se rreunira e autorizara o início das negociações para uma federação com o Cidadania. A sigla tem até abril, prazo estipulado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para tomar a decisão.

Na terça, 25, em resposta a declarações do presidente do Cidadania, Roberto Freire, ao site Antagonista, de que a pré-candidatura do partido à Presidência da República "não se sustentará" até o primeiro turno, marcado para 2 de outubro, e que a federação é um fato consumado, o senador Alessandro Vieira divulgou uma dura nota oficial. "Roberto Freire passou tanto tempo sentado na presidência do Cidadania que passou a confundir sua opinião pessoal com a decisão do partido. A possibilidade de federação sequer foi votada pelo Diretório Nacional e a decisão unânime da Executiva pela pré candidatura está mantida. Respeito qualquer decisão colegiada, mas não o arbítrio. O Brasil precisa de renovação, com capacidade de diálogo e construção. Chega desse contínuo museu de grandes novidades".

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