Apesar de ter mais de 3 milhões de habitantes e reunir 35 regiões administrativas — cidades como Ceilândia, Taguatinga, Samambaia, Gama e Planaltina — o Distrito Federal continua sendo sub-representado politicamente
Diferentemente dos estados da federação, o DF não possui prefeitos nem câmaras municipais, o que transfere aos 24 deputados distritais da Câmara Legislativa uma responsabilidade desproporcional sobre a gestão e fiscalização de políticas públicas em todo o território.
Com uma população equiparável à de estados como Alagoas e Piauí, que possuem, respectivamente, 27 e 30 deputados estaduais e contam ainda com centenas de vereadores e prefeitos, Brasília segue com uma estrutura política limitada. No Congresso Nacional, a disparidade também é evidente: enquanto estados com população similar têm até 10 deputados federais, o DF possui apenas oito representantes na Câmara dos Deputados.
A ausência de prefeitos reforça ainda mais a necessidade de ampliar a representatividade legislativa local. A proposta ideal, segundo especialistas e lideranças políticas, seria a elevação do número de deputados distritais de 24 para pelo menos 30 — ou, como defendem alguns, 35 parlamentares, garantindo que cada cidade do DF possa ter ao menos um representante mais próximo das suas demandas e realidades.
Esse aumento não significaria apenas uma questão de proporcionalidade populacional, mas também de justiça representativa. Brasília, como capital federal e um dos maiores colégios eleitorais do país, precisa de um modelo político que valorize sua complexidade administrativa e respeite sua diversidade urbana e social.
Mais deputados distritais e federais significariam mais atenção às necessidades regionais, mais fiscalização ao Executivo, mais elaboração de políticas públicas eficazes e, acima de tudo, mais democracia. Afinal, o povo do DF merece ser ouvido na mesma medida que contribui e participa da construção do Brasil.
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