Arruda aposta até em banho de ervas para tentar escapar dos efeitos da Ficha Limpa

A partir desta sexta-feira (22), o Supremo Tribunal Federal (STF) analisa a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7881, que questiona a Lei Complementar 219/2025, responsável por reduzir os períodos de inelegibilidade previstos na Lei da Ficha Limpa.

Caso a medida seja validada, políticos condenados por corrupção e atos de improbidade poderão recuperar seus direitos políticos e voltar a disputar eleições.

Nos corredores da política em Brasília, a expectativa em torno do julgamento é enorme.

Entre os nomes que acompanham o caso de perto está o ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (PSD), envolvido no escândalo conhecido como Caixa de Pandora. Atualmente impedido de concorrer, ele já se articula nos bastidores como possível candidato ao Palácio do Buriti.

Mas os planos eleitorais do ex-governador dependem diretamente de uma eventual flexibilização da legislação por parte do STF.

A tensão em torno da decisão teria levado Arruda a misturar movimentações políticas com práticas místicas e crenças populares.

Segundo relatos de bastidores, o ex-governador passou a recorrer a simpatias e rituais na tentativa de reverter sua situação judicial.

Entre os hábitos mais comentados está o uso de banhos preparados com “arruda” e a planta “comigo-ninguém-pode”, receita que teria conhecido em um “terecô” na região de Planaltina.

A escolha da erva chamou atenção pelo simbolismo: além da fama de afastar inveja e energias negativas, a planta carrega o mesmo sobrenome do político, o que reforçaria a crença de que ela poderia “abrir caminhos” diante dos obstáculos judiciais.

Apesar das simpatias, o maior desafio do ex-governador continua sendo a extensa lista de processos por improbidade administrativa. Se as regras atuais da Ficha Limpa forem mantidas, dificilmente ele conseguirá voltar às urnas.

No fim das contas, o futuro político de Arruda dependerá menos dos rituais e mais da decisão dos ministros do Supremo.

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