O cenário eleitoral de PSD e PSDB/Cidadania no Distrito Federal expõe duas candidaturas majoritárias que iniciam a campanha de 2026 sob forte instabilidade.
De um lado está José Roberto Arruda, pelo PSD. Do outro, Paula Belmonte, cujo projeto para o Palácio do Buriti avança com pouca sustentação política e praticamente sem alianças.
No caso do PSD, a situação chama atenção. Arruda teve a candidatura ao Governo do Distrito Federal registrada, mas continua inelegível e pode ser impedido pela Justiça Eleitoral de seguir na disputa nos próximos dias.
Para o Senado, o partido lançou Ronaldo Fonseca, ex-deputado federal com influência no eleitorado evangélico.
Há, contudo, um ponto que merece análise da Justiça Eleitoral: a possibilidade de Fonseca ter sido registrado ao mesmo tempo como candidato ao Senado e à Câmara dos Deputados. Caso isso seja confirmado no DivulgaCandContas 2026, ele poderá perder o registro, pois a legislação eleitoral proíbe a candidatura de uma mesma pessoa a mais de um cargo no mesmo pleito.
A outra vaga ao Senado, antes cogitada para Paulo Octávio, permanece indefinida. Mesmo pressionado pela direção nacional do PSD a entrar na eleição, o empresário optou por não embarcar na chapa.
Paulo Octávio mantém ligação política com Arruda, mas também acompanha de perto a candidatura do filho, André Kubitschek, pelo PL — partido que integra a base da governadora Celina Leão (PP). Na prática, tenta preservar pontes nos dois lados da disputa.
No PSD, a eventual retirada de Arruda da corrida mantém o partido em clima de apreensão. Luiz Pitiman, atual vice na chapa, é citado como possível substituto caso o ex-governador seja barrado.
Uma troca na liderança da chapa, contudo, tende a afetar todo o planejamento eleitoral do grupo.
Na corrida pela Câmara Legislativa, o PSD tem 25 candidatos — ou 24, conforme a situação dos registros — e trabalha, pelo desenho atual, com a expectativa de conquistar uma cadeira.
No PSDB, o ambiente também não é favorável. Paula Belmonte manteve a candidatura ao Buriti, mas perdeu apoios de nomes que inicialmente estavam próximos de seu projeto, como Reguffe, que decidiu não disputar nenhum cargo.
A aproximação de Solidariedade e PRD com a base de Celina Leão ampliou o isolamento de Paula. Antes apontada como possível representante desse campo político na disputa pelo governo, ela acabou sem uma aliança robusta para sustentar a campanha.
Enquanto o PSD enfrenta as incertezas jurídicas envolvendo Arruda, Paula Belmonte segue uma trajetória solitária, que pode representar uma saída gradual da política brasiliense.
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