A Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) recebeu, nesta segunda-feira (21), o CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, para mais uma edição do Brasil em Movimento, na Casa da Indústria. A palestra analisou a corrida eleitoral e os cenários para o País a duas semanas da votação, momento marcado, segundo ele, por forte polarização e desilusão de grande parte da população.
Doutor em Ciência Política pela Universidade de Harvard, Andrei Roman é CEO da AtlasIntel, empresa brasileira com foco em pesquisas de alta frequência, inteligência de dados e análise de risco político. Sob sua liderança, a AtlasIntel ganhou destaque por sua precisão em prognósticos eleitorais e metodologias baseadas em big data.
Presidente da Fieg, André Rocha expressou que um dos deveres da entidade é ressaltar a importância da democracia e do voto. “Esse é o papel do sistema indústria: trazer conhecimento, diálogo e discussões para que o empresário goiano possa analisar o momento atual e se antecipar.”
O presidente da Fieg, André Rocha, expressou que um dos papeis da entidade é ressaltar a importância da democracia e do voto. “Esse é o papel do Sistema Indústria: trazer conhecimento, diálogo e discussões para que o empresário goiano possa analisar o momento atual e se antecipar”, disse ele sobre o projeto Brasil em Movimento, que já trouxe a Goiânia desde maio especialistas como Caio Coppolla, Felipe Nunes e Murilo Hidalgo.
Segundo Roman, “o setor produtivo de Goiás é um dos mais dinâmicos do País e está cada vez mais diversificado. É um Estado que não é mais ancorado apenas no agronegócio, mas reúne uma multiplicidade cada vez maior de outros setores”, afirmou.
Eleitor descontente
O especialista político afirmou que o eleitor está chegando à reta final descontente e desiludido. Segundo ele, a política atual é pautada por identidades bem definidas: embora cerca de 17% dos eleitores se declarem independentes, o público disponível para mudar de posição seria menor, entre 5% e 8%, o que explicaria a baixa volatilidade da disputa.
Roman também salientou variáveis a serem monitoradas e que podem influenciar diretamente na urna, como a aprovação presidencial de Lula, a capacidade de recuperação de Flávio, a geopolítica internacional, as eleições estaduais e a crise no STF, além da influência do eleitorado a partir de crises de imagem envolvendo os candidatos.
Opções federais
Roman apresentou dados da última pesquisa da AtlasIntel, na qual a diferença entre Lula e Flávio no segundo turno foi apenas de 0,4%. Enquanto isso, Ronaldo Caiado e Romeu Zema obtiveram desempenho semelhante em alguns cenários.
Ele citou ainda candidaturas que tentaram romper a polarização: o analista apontou o desempenho positivo de Renan Santos, mas praticamente restrito a homens jovens, e que Augusto Cury ganhou força por um período, para depois perder espaço.
Afunilando o debate para Goiás, ele destacou o desempenho econômico e a avaliação positiva do governo estadual. Segundo as estimativas apresentadas, Daniel Vilela tem cerca de 48% dos votos válidos.
O palestrante apresentou também dados sobre confiança nas instituições: 27,8% dos entrevistados confiam no STF, contra 61% que não confiam. O dado reforça o argumento de Roman sobre a deterioração nos indicadores de expectativa econômica e atividade como variável para a reta final.
“Seja quem for vencer a eleição, estamos assistindo, de certa forma, a um novo momento, em que tanto a direita quanto a esquerda estão ficando sem lideranças claras”, salientou, ao dizer que a eleição abre espaço para renovação das lideranças.
A próxima edição do Brasil em Movimento será dia 6 de outubro, às 11 horas, com o ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega, sobre cenários econômicos, também na Casa da Indústria. Inscreva-se aqui.
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