Governadora lamentou a morte de Mayara Varela, na Candangolândia, e pediu que mulheres sob ameaça procurem ajuda; Viva Flor e Mulher Segura DF integram a rede de proteção

Foto: Renato Oliveira.
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), repudiou nesta sexta-feira (16) a morte de Mayara Varela, de 30 anos, baleada na cabeça na Candangolândia. O ex-marido da vítima é suspeito do crime e está sendo procurado pela Polícia Civil. Em pronunciamento, Celina lamentou o caso, manifestou solidariedade à família e reforçou a importância de denunciar ameaças e buscar os mecanismos de proteção disponíveis.
Segundo a governadora, ao tomar conhecimento de crimes dessa natureza, ela procura verificar se havia registros anteriores de ocorrência e se a vítima estava vinculada a algum programa de proteção.
“Essa mulher tinha uma ocorrência em 2024 ou 2025, mas no boletim está registrado que foi oferecido o programa Viva Flor e ela disse que não precisava”, acrescentou Celina Leão.
A informação, ressaltou a governadora, reforça a importância de ampliar o acesso às medidas de proteção. “Quando eles falam que vão nos matar, eles podem nos matar de verdade”, alertou Celina, ao pedir que mulheres ameaçadas procurem ajuda desde os primeiros sinais de violência.
A governadora informou ainda que acionou a Secretaria da Mulher para que a equipe procurasse os familiares de Mayara e oferecesse apoio, conforme o protocolo adotado pelo governo em casos dessa natureza.
Rede de proteção e acolhimento
Celina destacou o programa Viva Flor, voltado à proteção de mulheres em situação de violência doméstica e familiar, e o aplicativo Mulher Segura DF, que integra os recursos disponíveis para pedir ajuda e acessar os serviços de proteção.
“Em qualquer tipo de ameaça, não precisa ter violência física para você já procurar ajuda e estar debaixo do nosso programa Viva Flor”, afirmou.
Ao lamentar a morte, Celina voltou a defender o fortalecimento da rede de acolhimento e o incentivo para que mulheres em situação de risco procurem os serviços públicos. A orientação é buscar ajuda diante de ameaças e situações de violência, sem que isso transfira à vítima a responsabilidade pelo crime cometido contra ela.
Tags:
# Correio do Poder
.gif)
