Danúbio Cardoso Remy alerta para punições mais severas contra ataques às urnas eletrônicas a partir de 2026

 



Em entrevista ao programa Universo Politheia, advogado eleitoral destaca a segurança do sistema de votação brasileiro e reforça que o voto eletrônico é auditável e protegido por múltiplas camadas tecnológicas


Em entrevista ao programa Universo Politheia, o advogado, mestre em Direito Público e Direito Eleitoral, Danúbio Cardoso Remy, chamou atenção para uma mudança significativa no cenário eleitoral brasileiro a partir de 2026. Segundo ele, a Justiça Eleitoral passará a punir de forma mais severa questionamentos infundados sobre a credibilidade das urnas eletrônicas e do processo eleitoral como um todo.


De acordo com Danúbio, o sistema de votação brasileiro é eletrônico, auditável e amparado por tecnologias avançadas de segurança, o que torna inadequadas narrativas que coloquem em dúvida, sem provas, a lisura das eleições. Para o advogado, o fortalecimento institucional passa também pela responsabilização de discursos que fragilizam a confiança da população no processo democrático.


Durante a entrevista, Danúbio Cardoso Remy detalhou os mecanismos de segurança utilizados pela Justiça Eleitoral, com destaque para o uso da criptografia. Essa tecnologia é responsável por proteger dados sensíveis por meio de algoritmos que codificam as informações, transformando-as em sinais embaralhados que só podem ser interpretados por quem possui a chave correta.


O advogado explicou que a criptografia é amplamente utilizada no cotidiano da população, como nos aplicativos de mensagens instantâneas, a exemplo do WhatsApp, que emprega a criptografia de ponta a ponta para garantir que apenas o remetente e o destinatário tenham acesso ao conteúdo das conversas.


No âmbito eleitoral, a Justiça Eleitoral utiliza criptografia para proteger os dados biométricos do eleitorado. As impressões digitais permanecem preservadas até o momento em que são decifradas pela urna eletrônica, exclusivamente para confirmar a identidade do eleitor e liberar o equipamento para votação. Os próprios votos também são codificados, o que assegura o sigilo e o anonimato da escolha do eleitor.


Outro ponto destacado por Danúbio Cardoso Remy é o uso da assinatura digital, considerada uma das principais garantias de autenticidade dos sistemas eletrônicos. O recurso funciona de maneira semelhante aos certificados digitais utilizados em documentos on-line e tem a finalidade de assegurar a autoria e a integridade dos sistemas utilizados pela Justiça Eleitoral.


Segundo o advogado, a combinação entre criptografia, assinatura digital e outros mecanismos de verificação, como os hashes, forma um conjunto robusto de proteção que dificulta qualquer tentativa de fraude e permite auditorias constantes do processo eleitoral.


Ao final, Danúbio ressaltou que o debate democrático é legítimo, mas precisa estar fundamentado em dados técnicos e jurídicos. Para ele, a evolução do sistema eleitoral brasileiro exige responsabilidade, especialmente diante das mudanças que entrarão em vigor nas próximas eleições, reforçando o compromisso com a transparência, a segurança do voto e a estabilidade democrática.


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