Deputado do PRD-SP comemora entrada em vigor da classificação das facções como organizações terroristas pelos Estados Unidos e afirma que medida reforça o combate ao crime organizado.
Entrou em vigor nesta sexta-feira (5) a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. A medida foi anunciada no último dia 28 de maio pelo Departamento de Estado norte-americano e amplia os instrumentos de sanção e cooperação internacional contra as facções.
A decisão repercutiu no cenário político brasileiro. Parlamentares da oposição comemoraram a medida e afirmaram que a classificação reconhece a ameaça representada pelas duas maiores organizações criminosas do PAÍS. O governo brasileiro, por outro lado, já havia demonstrado preocupação com os possíveis impactos da decisão na cooperação policial e na soberania nacional.
Para o deputado federal Sanderson (PL-RS), pré-candidato ao Senado, a iniciativa confirma uma realidade enfrentada pela população brasileira há décadas.
“Quem vive nas regiões dominadas pelas facções sabe que o PCC e o CV atuam como verdadeiras organizações terroristas. Eles impõem medo, controlam territórios, executam rivais e desafiam o Estado. A decisão dos Estados Unidos reconhece uma realidade que o Brasil não pode mais ignorar. Tratar essas organizações como grupos terroristas é um passo importante no combate ao crime organizado”, afirmou.
O deputado federal Rodrigo Valadares (PL-SE) também celebrou a decisão e avaliou que a medida representa um revés para o Palácio do Planalto.
“Enquanto o governo Lula tentava impedir essa classificação, os Estados Unidos optaram por encarar os fatos. Quem espalha terror, domina comunidades, recruta jovens para o crime e desafia as instituições não pode receber outro nome. Essa decisão expõe o fracasso da tentativa de relativizar a atuação dessas facções”, declarou.
Na mesma linha, o deputado Coronel Tadeu (PRD-SP) afirmou que a decisão reforça a necessidade de enfrentamento mais rigoroso ao crime organizado.
“Enquanto alguns insistem em relativizar a atuação dessas facções, milhões de brasileiros vivem sob a ameaça constante do crime organizado. A decisão dos Estados Unidos reforça aquilo que as vítimas da violência já sabem: PCC e CV promovem o terror e precisam ser enfrentados com máxima firmeza”, disse.
A classificação ocorre em meio ao avanço das atividades do PCC e do CV dentro e fora do Brasil e reacende o debate sobre a adoção de instrumentos mais rígidos para combater o crime organizado transnacional.
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