Além de elemento decorativo, obras de arte passam a incorporar o conceito de arquitetura de empreendimentos de luxo, agregando exclusividade, sofisticação e valor à experiência de morar
No mercado imobiliário de alto padrão, a arte vem deixando de ocupar um papel meramente decorativo para assumir protagonismo na concepção dos empreendimentos. Cada vez mais, obras autorais são inseridas ao projeto desde sua origem, contribuindo para criar identidade, ampliar a experiência sensorial dos moradores e reforçar a exclusividade dos espaços.
A tendência acompanha um movimento global de valorização da arte como ativo cultural e patrimonial. Segundo o relatório The Art Basel and UBS Global Art Market Report 2025, o mercado global de arte movimentou US$ 57,5 bilhões em 2024, reforçando a relevância do setor dentro da economia de luxo e dos bens de alto valor percebido.
Nesse contexto, empreendimentos residenciais de alto padrão têm apostado em curadoria artística para qualificar ambientes e criar conexões mais profundas entre arquitetura, design e estilo de vida. Para a Consciente Construtora e Incorporadora, esse movimento demonstra uma mudança no próprio conceito de sofisticação. Em seu novo empreendimento Le Blu, localizado no Setor Marista, a arte integra a proposta do projeto por meio de obras assinadas pela artista têxtil Nani Moreira, estando presentes tanto no apartamento decorado quanto nas áreas comuns.
Natural de Salvador e radicada em Goiânia, Nani Moreira é reconhecida por suas esculturas têxteis autorais, desenvolvidas manualmente e marcadas por formas orgânicas, texturas e forte apelo sensorial. Seu trabalho busca criar conexões afetivas entre obra, ambiente e observador.
Segundo a diretora de empreendimentos da Consciente, Camila Inácio, a presença da arte desde a concepção do projeto responde a uma demanda crescente por experiências mais personalizadas e autênticas. “O alto padrão já não é definido apenas por metragem, localização ou acabamentos sofisticados. Hoje, ele também está relacionado à capacidade do empreendimento de gerar experiência, emoção e conexão com quem vive aquele espaço”, afirma.
De acordo com ela, quando a arte é pensada desde a concepção do projeto, ela deixa de ser acessório e passa a integrar a própria arquitetura. “Obras autorais ajudam a construir identidade e tornam os ambientes mais singulares. A arte traz repertório, sensibilidade e personalidade aos espaços, elevando a experiência de morar para além da funcionalidade”, destaca.
Inspirado na atmosfera da Riviera Francesa, o Le Blu incorpora esse olhar em sua proposta estética, combinando arquitetura, design, curadoria e bem-estar em uma experiência residencial mais sensorial e autoral.
Para Camila, a valorização da arte dentro do mercado imobiliário acompanha transformações culturais mais amplas no comportamento do consumidor de alto padrão. “O morador de hoje busca pertencimento. Ele quer viver em um espaço que demonstre sua visão de mundo, seu estilo de vida e suas referências culturais. Nesse cenário, a arte cumpre um papel importante ao transformar o imóvel em uma experiência mais humana e, ao mesmo tempo, sofisticada”, conclui.



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