Checagem classificou 16 declarações de Lula como verdadeiras e apenas duas como falsas durante o confronto presidencial
A checagem do debate da Band trouxe um placar especialmente desfavorável para Flávio Bolsonaro (PL). Segundo a agência Aos Fatos, o candidato acumulou dez declarações classificadas como falsas, outras nove receberam o selo “Não é bem assim” e somente duas foram consideradas verdadeiras ao longo do confronto com Lula (PT).
Entre as falsidades apontadas estão afirmações de que o “Careca do INSS” teria integrado o governo Lula, de que não existiria investigação contra o filho do presidente no caso do INSS e de que Lula e Janja teriam gasto R$ 7 bilhões em viagens. A agência também considerou falsas as alegações de que a criminalidade explodiu no país e de que a atual gestão seria recordista nesse quesito.
A lista continuou em outros temas. A checagem classificou como falsas declarações de Flávio sobre emendas relacionadas aos descontos do INSS, a participação de André Mendonça na prisão de Daniel Vorcaro, um suposto recorde de fechamento de empresas e a resposta do governo brasileiro ao tarifaço dos Estados Unidos. Também foram contestadas falas sobre organizações criminosas e crimes sexuais contra crianças.
Nem quando escapou do selo “Falso” o candidato passou completamente ileso. Outras nove falas receberam a classificação “Não é bem assim”, incluindo declarações sobre queda dos juros após o primeiro turno, votos de presidiários, assassinatos de mulheres, marcação de munições, prontuário eletrônico e roubos de celulares. No fim, apenas duas afirmações de Flávio foram consideradas integralmente verdadeiras: a dívida pública de R$ 11 trilhões e o recorde de mulheres espancadas.
Do outro lado, Lula terminou a checagem com 16 afirmações verdadeiras, cinco classificadas como “Não é bem assim” e duas falsas. Os erros atribuídos ao presidente envolveram a afirmação de que o país só voltou a crescer acima de 3% após seu retorno ao Planalto e a declaração sobre governos petistas terem realizado a maior demarcação de terras indígenas da história.
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